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18.12.22

Fofoletes festejam a vitória da Argentina

As Fofoletes Seleções do Mundo festejam o resultado da Copa do Mundo 2022, com vitória da Argentina sobre a França. A próxima só em 2026. Esperamos que até lá o mundo esteja melhor; que o Brasil tenha dado certo e que a covid esteja perdendo forças cada vez mais.

Viva los Hermanos argentinos!!!!!

*fotos publicadas no Instagram @bonecas_fofoletes

17.12.22

Fofoletes na terceira Copa do Mundo

Mais uma Copa para brincar com as Fofoletes Seleções do Mundo e, com o encerramento dos jogos neste domingo (18), aproveito para fazer este registro. Lançadas em 2014, quando a Copa foi realizada no Brasil e teve a Alemanha como a campeã, a coleção serve para ilustrar a passagem das competições a cada quatro anos. Esta é a terceira, então, e ainda não podemos destacar a bonequinha que representa o Brasil, porque na última Copa quem ganhou foi a França e agora, de novo, o Brasil está fora da jogada.
A coleção Seleções do Mundo da Estrela reúne seis bonequinhas loiras, com cabelos longos e presos em rabo de cavalo, que vêm em embalagem com formato de uma taça de futebol, em plástico transparente. Elas "usam" batom e têm cílios pintados. Duas curiosidades sobre a coleção: a brasileira veste camisa 10, mas em todas as peças promocionais ela está com o número 11 e não tem cílios pintados.
Elas representam seis das oito seleções que já venceram Copas do Mundo - Brasil, Argentina, Itália, Espanha, Alemanha e Inglaterra -, com os uniformes completos pintados no corpo. Não há explicação por que não criaram uma coleção com oito Fofoletes, para incluir Uruguai e França, que também já foram campeãs do mundo.



28.9.21

Prateleiras virtuais para expor as Fofoletes

Se partirmos do princípio de que todo objeto só existe se cumprir sua missão e se for usado para o que foi fabricado, o que dizer de um brinquedo nas mãos de uma pessoa adulta? Para que serve um brinquedo se não for para brincar? E o ato de brincar é exclusivo de crianças? Com tantas questões pra responder, abri o armário e lá estavam inúmeras caixas e caixinhas guardando Fofoletes. Cheguei a sentir compaixão pelas pequeninas ali, fechadas, sem serem vistas, sem serem brincadas, acabando de envelhecer seus materiais que já não eram novos. Elas eram retiradas das caixinhas para algumas fotos e de novo guardadas. E assim foram se acumulando bonecas e fotos, até que resolvi pelo menos mostrar as imagens das Fofoletes, já que elas não tinham como ser expostas fisicamente.
Coisa estranha me apropriar da imagem de uma boneca e mantê-la presa sem servir de brinquedo. Então, finalmente, me assumi como colecionadora, aquela pessoa que gosta de juntar coisas semelhantes só porque gosta delas e que tem que constantemente se cuidar para isso tudo não virar uma tremenda acumulação. Essa condição, pelo menos, isenta de ter de cumprir a atribuição da função inerente do objeto. Uma boneca não é uma cadeira (e nem as cadeiras só servem para sentar-se) e se é uma boneca de colecionadora, se livra da obrigação de ter de ser brincada.
Depois de todas as conclusões tiradas, as bonecas continuavam incógnitas, então resolvi juntar duas coisas que adoro - as Fofoletes e tirar fotos - para exibir a coleção fora do armário e das caixas. Era 2014, ano em que descobri que havia mais Fofoletes no mundo do que jamais havia imaginado; ano em que, após procurar pela internet uns exemplares de Fofoletes que haviam sumido, aumentei minha coleção expressivamente; ano em que comecei a descobrir pela internet que eu não estava sozinha no colecionismo; ano em que eu já estava hábil em algumas mídias sociais e tive a ideia de criar "prateleiras virtuais" para mostrar minhas bonequinhas.
Mãos à obra e lá estavam elas estreando suas mínimas dimensões pela web. A estreia foi neste blog (20/03/2014), por onde eu já publicava textos literários desde 2006. Com o aumento do número de fotos das Fofoletes, comecei a postar também no Flickr (20/09/2014), onde eu já tinha outras fotografias desde 2012. Finalmente, resolvi revelar a coleção pelo Instagram (17/12/2014) e nessa mídia elas ganharam maior visibilidade e reconhecimento. Descobri um universo de colecionadores de todo tipo de brinquedos, bonecas e bonecos, figuras de ação, brinquedinhos de fast food; de diversos países, de diferentes idades e ideologias; alguns já beirando a acumulação; outros focados em um tipo apenas de objeto.
Conclusão da aventura do colecionismo de Fofoletes: conheço fisicamente algumas colecionadoras; sei que há inúmeras e inúmeros em Brasília e combinamos que, depois da pandemia, vamos nos reunir nem que seja no Parque da Cidade para festejar e tirar fotos com nossas bonecas. Enfim, as prateleiras virtuais têm sido as melhores aliadas dos colecionadores, exibindo as coleções e criando uma rede de relacionamento divertida e rica de informações. É por meio delas que as Fofoletes participam de festas e competições, recebem elogios, recebem ofertas de aquisição, ganham presentes, festejam datas de diversos eventos.

25.9.21

Colecionar Fofoletes: brincadeira de adulta!

Por que você coleciona Fofoletes? Diante da pergunta de uma colega de trabalho que ficou surpresa ao saber que tenho tantas bonequinhas, revirei os olhos para as alturas e só consegui dizer: Porque eu gosto, ué!!! Confesso, no entanto, que naquele momento específico cheguei a me questionar também sobre o motivo, ou os motivos, que me faziam colecionar Fofoletes. O que aqueles pequenos objetos poderiam acrescentar ao meu dia a dia, ou o que eram aquelas bonequinhas dentro do armário?
Para o custo da coleção eu já havia arrumado uma desculpa, porque comprei aos poucos: comecei a comprar para minhas filhas, que nunca gostaram das bonecas - elas "só ficam paradas, de braços abertos", diziam sobre as Fofoletes -, mas continuei comprando cada coleção quando era lançada, na esperança de as duas um dia optarem pela Fofoletes no lugar de Tamagochis, Pollys e Barbies. Fui guardando as pequeninas e vez ou outra abria o armário e as inúmeras caixinhas só para "dar uma olhadinha".
E cada vez que fazia isso confirmava que gostava muito de brinquedos pequenos e em quantidade. Por quê? Porque sim, diria uma criança. Procuro não fazer análise psicológica ou estudo linguístico sobre significado e significante das bonecas, mas reafirmo que colecionar as Fofoletes me agrada e me faz lembrar o quanto gosto de bonecas. Da infância recordo que tive um boneco, com uns 40cm de altura; uma boneca menor e outra que devia ter uns 15cm de tamanho, para quem costurei um guarda-roupa completo. Ela tinha os bracinhos ligados por elástico dentro do tórax e a cabeça era removível. Para mim, pequena costureira, eram recursos que permitiam fazer blusas fechadas: tirava a cabeça e levantava os braços para vestir a bonequinha. Me arrependo de não ter guardado. Eu tinha também muitas bonecas de papel, que conseguia reproduzir e criar roupas variadas. Gostava realmente de brincar com bonecas, dar um sentido para aquele objeto com corpo, pernas e braços.
Toda essa vivência, ou não vivência, se reflete hoje no fato de eu colecionar bonequinhas. A grande maioria é Fofolete, mas tenho umas Pollys, Kellys, Paulinhas e outras pequeninas de no máximo 10 cm. O que eu faço com elas, se realmente não brinco mais como uma criança brincaria? Crio cenários e tiro fotos. Recentemente comprei uma boneca Akemi, de 37cm, para fazer roupas. É um passatempo apenas, sem necessidade de elaboração psicoemocional para isso. E assim prossigo na coleção, já sem adquirir novos exemplares, pois as Fofoletes não são mais fabricadas desde 2015 e eu tenho todas que gostaria de ter.
Então, se a colega hoje me perguntar de novo por que eu coleciono Fofoletes, vou responder com um sorriso aberto: porque elas me divertem muito e me lembram como a infância é uma fase feliz! Não me custa nada, pois já estão pagas há anos; não ocupam espaço no meu dia a dia e não exigem cuidados muito especiais. Basta deixá-las longe da luz direta e da poeira, deixar pegar um arzinho nas épocas mais úmidas e tirar muitas fotos para fazer valer a brincadeira.







14.8.21

Fofoletes na pandemia

Este blog é uma brincadeira! Não foi feito para registrar grandes reflexões sobre a vida, mas para mostrar bonecas, pequenas bonecas que hoje em dia só agradam a alguns adultos, raramente atraem crianças e que já são consideradas coisas velhas e raras. Foi assim, sem pretensões de ser um espaço de pensamento e análise, que este espaço se ofereceu como um meio de relaxamento em plena pandemia de covid-19, que não esperava fosse tão longa, e se ofereceu como campo de exercício de coisas que gosto, literatura e fotografia.
Desde março do ano passado intensifiquei as publicações abordando detalhes das bonecas que, de tão pequenas, só revelam seus detalhes para quem consegue vê-las de perto e com certa frequência. Um cabelo diferente, as roupas ou simulacros de roupas, os acessórios, as que faltam e as que tenho a mais, os vídeos, as cores, os tamanhos, as etiquetas, as embalagens e tantos outras características de cerca de 30 coleções que reúno desde 1999, das marcas Trol, Estrela e Stork Babies (ainda bem que não amplio o leque de fabricantes).
Em 2020, foram 22 posts nessa linha: explorar detalhes de coleções que já estavam descritas no blog; mudar o ângulo da abordagem; aprofundar o olhar sobre pontos específicos. Tem sido divertido e, ainda, uma #terapianapandemia, uma válvula de escape enquanto permaneço em casa evitando encarar o mundo contaminado. Fofolete e pandemia também vêm aparecendo juntas no perfil do Instagram: fotos #fiqueemcasa e #usemascara foram publicadas em abundância no ano passado, com as bonequinhas participando da campanha de combate ao coronavírus.
Para esta brincadeira, cheguei a fazer um "projeto de posts para blog das fofoletes" a fim de organizar as ideias. Também elaborei um projeto para o Instagram das bonequinhas, postando no final do ano passado fotos de cada coleção. E assim, quase ano e meio depois de iniciada a pandemia e a série de posts neste blog, ainda encontro assunto para publicar. Em quantidade, 2021 vai registrar um número maior de publicações em relação a 2020 e espero que siga me ajudando a sonhar com dias melhores com muita imaginação e alegria.




17.7.20

Fofoletes show de bola!!!

Descobri a coleção Seleções do Mundo no começo de maio de 2014, fazendo pesquisas sobre Fofoletes, claro, em sites de brinquedos. Vi uma colecionadora de São Paulo vendendo uma das bonecas e fiquei sabendo que a coleção estava sendo comercializada com exclusividade pelas Lojas Americanas. Na segunda-feira, 12 de maio, eu saia da loja com as seis bonequinhas e mais a caixa expositora que pedi de brinde (acharam estranho eu querer a caixa, mas liberaram, afinal ia para o lixo mesmo). Cada boneca custou R$ 12,99. Eu só sei esses detalhes da compra porque achei a nota eletrônica (e essa é a única nota que guardei, rsrs, na verdade ficou dentro da caixa e eu nem me lembrava).
A coleção é do ano em que a Copa do Mundo foi realizada no Brasil e ganhou bastante destaque e repercussão nas mídias eletrônicas e impressas. A Estrela focou a divulgação das bonequinhas no tema do campeonato de futebol, com anúncios exclusivos no Facebook e no Instagram (veja post sobre isso), criando a impressão de que lançaria outras coleções em função de eventos. Nós colecionadores ficamos esperando umas bonequinhas lindas com uniformes dos atletas das Olimpíadas de 2016, que foram realizadas no Rio de Janeiro. Ilusão perdida, pois a Seleções do Mundo foi a penúltima coleção lançada pela Estrela, o que parece ser definitivo.
As seis Fofoletes da coleção Seleções do Mundo representam países que já foram campeões mundiais - e continuam sendo os mesmos: Brasil (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002), Argentina (1978 e 1986), Alemanha (1954, 1974, 1990 e 2014), Itália (1934, 1938, 1982 e 2006), Espanha (2010) e Inglaterra (1966). Todas são loiras e só se distinguem pelos uniformes de cada país pintados no pijaminha que forma o corpo.
As bonequinhas seguem a tendência de coleções anteriores, que vieram com cabelos longos amarrados em rabo de cavalo (Princesas, de 2008; Sereias, de 2010; Sorvetinho, de 2012; e Dark Fashion, de 2013). Elas têm carinhas de meninas, muito bonitinhas, com cílios pintados, assim como acontece com algumas das Fofoletes da coleção Dark Fashion. Caçando detalhes, descobri que a Fofolete da Seleção brasileira aparece sem os cílios nas imagens promocionais de lançamento e de divulgação da Estrela.
Outra inovação da coleção está na embalagem. De plástico transparente, elas têm formato de uma taça de futebol concedida ao time vencedor de um campeonato, acomodando as bonequinhas em pé dentro delas. Cada embalagem tem ainda uma pequena tag geral, lembrando que a coleção é formada por seis Fofoletes, mas sem qualquer identificação do time que representam. As bonecas podem ser guardadas em qualquer embalagem, porque são todas iguais.

Mais sobre a coleção:
- Fofolete Seleções - mais uma Copa do Mundo!
Fofolete Seleções do Mundo: estratégias de divulgação
Fofoletes, uma definição
Qual será o tema do próximo lançamento?
Fofoletes da Seleções da Copa
Fofolete no final da Copa do Mundo
Fofoletes Seleções do Mundo - ano 2014

16.6.20

Escala 1:20 - uma gracinha na caixa de fósforo

"Pequenininha, superfofinha... uma gracinha". Essa era a descrição das Fofoletes da Estrela até 2001, registrada na famosa "caixa de fósforo" que servia de embalagem para cada boneca. Lá dentro da caixa de 7cm X 4,5cm e 2,5 de altura, estava uma gracinha de 8cm, com as perninhas dobradas para a frente do corpo - no caso das Coelhinhas, eram pernas e orelhas dobradas no mesmo sentido.
Enquanto estavam nas caixas, não havia expectativas para o desempenho das Fofoletes, porque em geral eram as crianças que abriam as caixas e brincavam e não fazia diferença terem 8, 10 ou 30 cm. Quando as bonecas passaram a ser distração para os adultos, se tornaram objetos de coleção ou de decoração pela casa, mas continuavam sendo bonecas, até que os adultos começaram a querer que elas assumissem papéis no dia a dia. Por que não posar para fotos, ter uma casa com móveis, sair para tomar café com amigas, ter pets? Ah, meudeusdocéu: qual deve ser o tamanho de um cachorrinho para acompanhar uma Fofolete? E um sofá? Uma TV; uma cama? Aí entra em cena a escala das bonequinhas, para que elas consigam ter um mundo proporcionalmente igual ao real.
Fui atrás da escala das pequeninas para ver a possibilidade de criar um mundo de coisas para elas, de papelão mesmo, de qualquer material leve, afinal tudo é tão pequeno quando se trata de Fofoletes. Pesquisei pela internet, mas nunca tive facilidade para entender esses cálculos de escala. Então, recorri a minha irmã, que é arquiteta e sempre soube pensar dimensões e perspectivas. Calcula daqui e dali e conclui que a escala de uma Fofolete é 1:20 mesmo que a boneca seja desproporcional por ter a cabeça grande em comparação ao resto do corpo. Não tem problema. A gente assume que ela é um bebezinho com essas dimensões que tem. Deixa a Barbie com seu porte e sua escala de 1:6 e outros bonecos de ação com suas dimensões. A Fofolete é assim mesmo.
Não demorou muito lá vem minha irmã com a explicação completa: com base na estatura média da mulher brasileira (160cm) a Fofolete tem a escala de 1:20 porque ela é 20 vezes menor que uma adulta. Se quiser fazer móveis, levantar paredes, criar árvores e buscar animaizinhos de estimação, é só pegar cada tamanho real e dividir por 20. Uma mesa de 90cm de diâmetro e altura de 75cm, por exemplo, deve ter 4,5cm de diâmetro e 3,75cm de altura para as Fofoletes. E assim se calcula tudo.
Bem, confesso que ainda não fiz nada disso. Tenho conseguido objetos e pets nos tamanhos adequados, mas tenho como projeto criar um ambiente completo para elas, que sirva para tirar fotos e deixar algumas em exposição. Também quase comprei casinhas de dois ou três pavimentos no tamanho ideal para elas, pois são feitas para as bonecas Polly que têm escala semelhante (1:16). O problema é conseguir espaço dentro de casa para a casa das Fofoletes, que tem em geral 60cm de altura, por 44cm de largura e 20cm de profundidade.
Enquanto elas não têm um mundo delas, com tudo no tamanho proporcional à escala que têm, procuro tirar fotos com as bonequinhas inseridas no mundo real, o que permite comparar o tamanho delas com o que está em volta.

Veja a seguir algumas situações, objetos e outros recursos que ajudam a perceber a dimensão das Fofoletes em relação ao mundo humano.

Jujuba e M&Ms: até elas gostam

Biscoito e bombom: irresistíveis

MC e Coca: vícios das Fofoletes

Flores e animais: integração com a natureza

CD e Cilada: um pouco de diversão

Refrigerante e Danoninho: lanchinho da tarde

Paliteiro e porta-joias: objetos caseiros

Xícara e caneco: qual usar?

Fita crepe e Lek Trek da Sadia

 Mundo exterior no papel

Em casa ou na rua

 Sushi e fruta: quem não gosta?

 Lava as mãos e lava as roupas