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19.4.23

Fofoletes de 1999 são repaginadas em 2022

Há mais semelhanças do que diferenças entre a coleção de Bebezinhas e as primeiras Fofoletes lançadas pela Estrela, em 1999. Quando publiquei "Fofoletes Bebezinhas, semelhanças e diferenças", em 19.4.22, fiz a comparação das novas bonequinhas apenas com as seis da coleção inicial de Fofoletes, que não tem um exemplar de corpo vermelho, daí ter ficado uma roxa como par da vermelha de 2022. Ao rever a postagem agora, um ano depois, me dei conta que há sim uma boneca de corpinho vermelho, porém entre as outras seis que foram lançadas em seguida, também em 1999, e que formam a série de 12 bonequinhas.
Só para explicar: a Estrela lançou em 1999 inicialmente seis Fofoletes, e entre elas não há uma boneca de pijaminha vermelho. Porém, no mesmo ano, foram lançadas mais seis de cores diferentes, formando uma coleção de 12 pequeninas, e entre esta segunda meia dúzia de bonequinhas, há uma de roupa vermelha. Todas seguem o mesmo padrão de distribuição de cores: aos pares, as bonecas compartilham a cor da roupa de uma nas mãos da outra, em roxo com amarelo; rosa com lilás; verde com laranja (série de 6 cores); e turquesa com amarelo; azul claro com vermelho; verde com pink (completando as 12).
Outro detalhe: não é a primeira vez que a coleção inicial é reproduzida em nova série. As mesmas seis bonequinhas de 1999 aparecem no ano seguinte como Fofolete Chaveirinho, desta vez tendo como única diferença um gancho de chaveiro pendurado na ponta da touca.
Tudo explicado, então este post serve para retificar o equívoco, já que as 12 foram lançadas no mesmo ano e dão início às coleções de Fofoletes da Estrela. Vou repetir aqui fotos que tirei assim que recebi o pacote de Bebezinhas em 14 de abril e acrescentar novas fotos com a Fofolete vermelha de 1999.



Fofoletes de 1999 e de 2022


 

21.10.22

Fofoletes negras importam!!!

Há somente cinco Fofoletes negras entre as mais de 200 bonequinhas das coleções da Estrela, mais o personagem Saci da série Fofo Sítio - as da Trol são todas brancas e loiras. Fora essas #dollsofcolor, há algumas poucas que fogem do padrão de pequenos rostos brancos e há até uma Fofolete de pele azul. Na coleção lançada este ano, das Bebezinhas, há uma morena.
Bonequinhas negras apareceram em coleções lançadas na Grécia e na Itália na década de 1970, que não chegaram a ser incluídas nos lançamentos da Trol, que ganhou o direito de fabricação no Brasil. Elas tinham somente o rosto negro, sem qualquer outra característica que eliminasse o estereótipo do negro já mostrado pelo cinema. Da mesma forma por aqui, a 
produção de Fofoletes não está engajada nas políticas de igualdade, sejam raciais, de gênero ou de outro fator correspondente ao mundo real - a Mattel tem lançado muitas bonecas da turma da Barbie representativas da diversidade -, e as raras Fofoletes negras lançadas pela Estrela seguem o padrão antigo, tendo somente o rosto diferenciado, com cabelos e olhos iguais às das demais coleções.
A Estrela começou a produção de Fofoletes em 1999, lançando as duas primeiras bonequinhas negras no Brasil, com pijaminhas nas cores amarela e verde. Elas fazem parte da coleção de 12 cores iniciais (ou duas coleções de seis cores cada uma); a de roupa amarela foi relançada no ano seguinte na série Chaveirinho e, também em 2000, foram incluídas bonequinhas negras nas coleções Páscoa e Natal. Depois dessas, houve somente o Saci da série Fofo Sítio, em 2002.
Não houve mais Fofoletes negras nas coleções da Estrela. O que encontramos são variações do tom de pele que ocorrem nas Fadas (2004); nas Sorvetinho (2012); no Pierre Lobo, da Dark Fashion (2013); na boneca de cor amarela da coleção Bebezinhas (2022), todas morenas. E há ainda a Francesc Frankstein, da Dark Fashion, que tem pele azul. Além dessas, podemos incluir na #dollsofcolor a PopLete criada em 2021 com base na Fofolete negra de roupa verde, de 1999.



 





21.9.22

Uma infância sem Fofoletes

Eu não brinquei com Fofoletes na minha infância. E só me dei conta disso agora, depois de a Estrela lançar a coleção de Bebezinhas e apelar para o lado saudosista de quem teve Fofoletes ainda criança. O apelo da propaganda da nova série não foi pra mim, simplesmente porque, quando as primeiras Fofoletes foram lançadas no Brasil, pela Trol, eu já tinha 21 anos de idade.
Era 1978, eu tinha 21 anos de idade e estava ingressando na Universidade de Brasília; gostava de poesia, ouvia rock e ia a shows de MPB (porque shows de rock não aconteciam no Brasil). E, o que é ruim para uma colecionadora, não me lembro do momento em que comprei minhas primeiras Fofoletes, a verde-água e o palhacinho Pipoquinha, nem sei se comprei ou ganhei da minha mãe, que não está mais aqui para contar.
Minha irmã disse que mãe nenhuma daria bonequinha de presente pra filha adulta. Então, segundo ela, nós compramos nossas próprias Fofoletes, na Lobras, uma loja de departamentos que existiu até 1999. Ou seja, se a Trol lançou Fofoletes desde 1978 e fechou suas fábricas em 1990, a Lobras teve 12 anos para comercializar as pequeninas de olhinhos azuis e seus derivados (palhaços, Giseles e Minuches) e não chegou a vender Fofoletes da Estrela, que começaram a ser lançadas em 1999.
Das Fofoletes da Estrela eu me lembro, porque comprei para minhas filhas, desde a primeira coleção. As primeiras, de 1999, não sei se foram as 12 ou as seis, iguais à metade da coleção de 12. Prefiro achar que vieram juntas, ou primeiro seis, depois mais seis. Enfim, foi em uma loja Ri Happy do shopping Pátio Brasil, que foi inaugurado em 1997 no centro de Brasília. As bonequinhas ficavam em cima do balcão principal da loja, nas caixas-mostruário, e ali a gente pegava e se dirigia ao caixa para pagar. Escolhi as 12 caixinhas coloridas diante do olhar surpreso da vendedora, o que me fez pensar que não era costume a compra de uma coleção inteira.
A partir daí, fui comprando as outras coleções, que achava por acaso, justo por sempre ter gostado de visitar lojas de brinquedos com minhas filhas. Em Brasília, as Fofoletes eram vendidas, além da Ri Happy, pela Cia Toy, Lojas Americanas e Carrefour, quando lançadas em ovos de Páscoa. Fui comprando todas as séries e nunca mais achei as da Trol à venda, até ter que procurar na internet por Fofoletes que sumiram do meu acervo. Foi quando descobri que elas se proliferaram pelo mundo e passei a enriquecer minha coleção com cores e modelos que ainda não conhecia.
Concluo, definitivamente, que não tenho saudades da infância por causa das Fofoletes. Meu amor por elas é um amor adulto mesmo, um presente que me dei indiretamente ao tentar presentear minhas filhas com as pequeninas.

26.7.21

Fofoletes Bailarinas estampam cofre

Essa não é a primeira vez, e não deve ser a última, que encontro uma foto minha zanzando pela internet em domínio alheio. Agora, no entanto, só estava na internet porque estava à venda, estampando uma série de cofrinhos com tampa cor-de-rosa. A pessoa que comercializa os cofrinhos, no site Shopee, me informou que compra as peças em uma feira em São Paulo, sempre em quantidade, e acha que devem ser sobra de algum aniversário de criança, em que teriam servido de brinde aos convidados.
A foto foi tirada por mim em 2014, reunindo as oito Fofoletes da coleção Bailarinas, para registrar que finalmente havia conseguido a bonequinha de roupa roxa que desde 2008 estava tentando comprar. Por causa de outro caso de foto sem identificação, que ganhou várias publicações na internet, passei a assinar toda foto que fiz, como a das Bailarinas, mas isso não significou nada. Qualquer pessoa que conhece processos de edição básica de imagens faz uma limpeza de assinatura ou qualquer sinal de identificação.
A foto foi reproduzida em papel sulfite em baixíssima qualidade. As cópias então foram coladas em torno desses cofres de plástico que são vendidos no atacado pela internet ou em lojas de produtos para festas. É um brinde muito usado em aniversário de criança e, analisando pelo raciocínio da ministra bolsonarista Damares - meninos vestem azul e meninas vestem rosa -, deve ter sido distribuído em festinha de uma menina. Conheço poucos homens que gostam de Fofoletes.
Ah, decido aqui que devo ficar feliz com este tipo de ocorrência, afinal pra isso servem os brinquedos: alegrar crianças e adultos, ter uma utilidade como objeto ou como reprodução do objeto! E devo ficar feliz também por minhas fotos estarem atraindo a atenção de algumas pessoas. Estou até pensando em registrar as duas fotos com NFT, quem sabe assim pelo menos ganho dinheiro com tantas reproduções pela web.

Foto usada para ilustrar o cofre




Foto bastante usada como exemplo de Fofoletes

21.2.21

Cadê a Fofolete que estava aqui?

Fofoletes somem de dentro de um armário de quarto e nunca mais são encontradas. Parece manchete de página policial em um jornal de faz-de-contas, mas aconteceu de verdade. Em 2014, cinco Fofoletes de coleções diferentes da Estrela desapareceram dentro de casa, de um lugar que somente uma pessoa adulta teria acesso. Eu já tinha então assumido minha identidade de colecionadora e fiquei chocada com o roubo.
Desconfio até hoje de uma pessoa, mas não entendo qual motivo teria para cometer o delito. Só sei que passei a garimpar sites na internet atrás de exemplares bem conservados para substituir as Fofoletes roubadas. Enfim, depois de achar uma a uma - a busca começou em janeiro e terminou no começo de novembro de 2014 -, percebi que acabei ampliando minha coleção e conhecendo um mundo que eu não sabia que existia - o universo das bonequeiras e dos bonequeiros. Além disso, e principalmente, encontrei exemplares de Fofoletes da Estrela e da Trol que nunca tinha visto e que passaram a integrar meu acervo. No post As Fofoletes e eu conto alguns efeitos positivos do roubo das bonequinhas.
As Fofoletes que substituíram as roubadas não estão conservadas como as que eu tinha, mas se encaixaram perfeitamente nas coleções. Passei a ter mais cuidado com o acervo e, mesmo assim, de vez em quando percebo que alguma coisa falta. Aconteceu recentemente de eu me dar conta que duas das quatro bonequinhas da coleção Princesas, de 2008, estão sem os folhetinhos dentro das caixas. E eu precisava deles para criar mais um post para este blog, porque cada folheto descreve a princesa correspondente. Pensei até em comprar as bonecas por causa dos seus folhetinhos, mas concluí que não justificava o gasto.
Às vezes faltam alguns detalhes, como as bolinhas de algodão no acabamento das toucas das Fofoletes de 1999 e da coleção Touquinha. Acho até que foi pela facilidade de extravio dessas bolinhas que a Estrela mudou o acessório nas séries seguintes. Outras vezes faltam os lacinhos abaixo do pescoço das Fofoletes. Tudo isso se resolve com a substituição adequada das peças. Constatei em um armarinho que existem bolinhas de algodão de diversos diâmetros, a partir do tamanho que procurava para as Fofoletes, e que as fitas de cetim número T900/000, de 4mm, são as mesmas usadas como acessório das bonequinhas. A indústria fabrica tudo hoje em dia, menos as Fofoletes!

Ver mais:

21.8.19

Fofoletes em catálogos e folhetos criativos

Folhetinhos, catálogos; aquele folheto colorido que vem dentro das caixinhas das Fofoletes. Sabem do que estou falando, né? Eles trazem informações sobre a coleção e sobre cada bonequinha; explicam o tema; alguns reproduzem um cartão de presente com o famoso “DE: e PARA:”, sugerindo que as Fofoletes fossem dadas de presente para alguém. Seja qual for o tipo de folhetinho, eles são peças importantes de uma coleção, assim como as embalagens e as bonecas, principalmente.
A Trol lançou um catálogo único nas 12 "caixas de fósforos" da coleção básica - na verdade o catálogo da Trol é uma reprodução do catálogo que acompanha as Fofoletes fabricadas na Grécia e na Itália, mas estão ali as quadrinhas que também estão impressas nas caixas, com versos sobre as Fofoletes.
Já a Estrela, quando passou a produzir Fofoletes em 1999, caprichou na variedade dos minicatálogos. Cada coleção tem um folheto próprio e, em algumas séries, a publicação varia de acordo com a cor da Fofolete da caixinha. Um folhetinho que se destaca é o da coleção Flores: reproduz as seis bonequinhas de mãos dadas, como a brincadeira de recortar bonecos com o papel dobrado e abri-lo depois. Esse padrão se manteve até 2008. Depois, a fábrica começou a lançar Fofoletes com novos formatos de embalagens que não comportavam mais folhetos para cada boneca. As informações sobre as bonequinhas passaram a vir impressas no corpo da embalagem ou da cartela.

As coleções da Estrela que têm folhetinhos são:
1999 - coleções de 6 cores e de 12 cores
2000 - Páscoa, Natal e FofoBichos
2002 - Signos, Coração, Frutinhas, Touquinha e FofoDisney
2004 - Coração e Flores
2006 - Coração
2007 - Pedras da Sorte e Coração
2008 - Princesas

Post que trata dos folhetos das coleções Coração. Clique e veja:

Coleção 6 Cores - frente e verso
Coleção Signos - frente e verso
Coleções 12 cores e Touquinha
Folheto da Trol
Coleção Natal

Coleções Coração
Coleção Flores
Coleção Princesas

Coleção Frutinhas

Coleção Pedras da Sorte
- frente e verso

15.8.19

Fofoletes: quando a embalagem faz parte da coleção

Caixas e demais embalagens, para quem é bem aficionado na coleção, são elementos importantes. Eu nunca liguei pras caixas das Fofoletes até me dar conta que elas também fazem parte das coleções. As caixinhas das Fofoletes da Estrela, especialmente, sempre foram produzidas de acordo com cada série e, dentro das coleções, de acordo com a cor predominante da boneca. Certa vez, em uma mudança de residência, por estarem ocupando muito espaço, joguei fora as 65 caixas das coleções de 1999 até 2002 (6 cores e 12 cores, Páscoa, Natal, Fofobichos, Frutinhas, Touquinha e FofoDisney). Sem as caixinhas, coloquei as bonecas em uma caixa grande e resolvi o problema momentâneo. Hoje me arrependo do que fiz, mas pelo menos fiquei com as bonecas. Recolhi pela internet algumas fotos das caixinhas e também consegui algumas, só para manter de exemplo. A partir de 2002, mantive as embalagens com as bonecas.
Além das caixas de papelão, em formato de caixas de fósforo (7cm X 4,5cm), a Estrela também lançou bonecas em caixas um pouco maiores (5cm X 8cm), que abrem como livros, e ainda as de 8,5cm dos FofoBichos e FofoDisney; embalagens em formato de coração, de coelho e de taças de futebol; conchas de acrílico e cartela-display protegido com plástico transparente (acetato cobrindo a boneca). Algumas fofoletes, criadas para servirem de brindes, vinham em saquinhos de plástico com informações sobre a bonequinha impressas na embalagem.
As caixas das bonecas da Trol são, hoje em dia, objetos de desejo de muitos colecionadores. São 12 caixas básicas, no formato "caixa de fósforos", e uma caixa que veio com três Fofoletes juntas, o que parece muito pouco quando olhamos o universo de Fofoletes da Trol que existe no mercado de objetos usados ainda hoje. Imagino que as caixas se repetiam para bonecas de cores diversas. Das 12 caixas iniciais, possuo as de número 1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 10, 11 e 12. São as mesmas caixas das Fofoletes lançadas na Grécia, na Itália, na França e no Uruguai, somente com alteração dos nomes e tradução dos demais textos das caixas e dos folhetos.
Além das caixas, a Trol vendeu bonequinhas em ovos de plástico (coelhos), em bolas de acrílico transparentes (Abracinho), em embalagens de papelão (palhacinhos Pipoca e Pipoquinha); e os bonecos de 16cm em calhambeques de papelão (palhaço Pirulito); em sacolinhas e ovos grandes (Minuche); em navios de papelão (Marinheiro) e em caixas com visor (Colinho).

Veja mais sobre o assunto em posts anteriores:

Caixas que tenho das Fofoletes da Trol (frente)

Caixas das Fofoletes da Trol (verso)
Caixas da coleção Frutinhas
Caixas da coleção Touquinha

Caixas formato livro
Embalagens em cartela de papelão:
Princesas Disney, Dark Fashion
e Sorvetinho
       
Coleção Coração

Caixas da coleção 6 Cores
Coelhinha da Trol

Caixas das coleções Flores, Signos,
Pedras da Sorte e Páscoa
                 
Abracinho da Trol