1.12.22

Fofoletes enfeitam o Natal!

As Fofoletes são tão fofas que ficam bem em qualquer situação! Desde que resolvi assumir a coleção, tenho desenvolvido um esforço de criatividade e inventividade para mostrá-las pela internet, principalmente em datas comemorativas e acontecimentos eventuais. E o Natal é uma dessas oportunidades de expor fofurices.
Aqui nem vale texto extenso - as imagens já contam a história - mas é possível apontar os elementos que contam um Natal. Pra começar, temos a coleção Natal, composta por quatro bonequinhas, incluindo uma das raras Fofoletes negras das coleções da Estrela. Além disso, o tamanho das bonecas permite inúmeros arranjos com objetos e imagens natalinas, como demonstrado nas fotos com panetone e com o Papai Noel sentado e rodeado de Fofoletes. São fotos de catálogos de propagandas de lojas e imagem de uma caixa de panetone Bauducco.
As primeiras imagens que procurei fazer especialmente para o Natal estão fora de configuração para este blog, mas estão aqui fotografias desde 2016, agrupando Fofoletes sobre CDs colados na parede para imitar o formato de uma árvore. Na mesma época cheguei a usar um espanador de poeira verde com Fofoletes agarradas como se fossem enfeites de Natal.
A partir daí, passei a comprar enfeites e objetos que pudessem compor cenas para celebrar a data, inclusive árvores de Natal sintéticas, usando as bonequinhas também como enfeites pendurados. E foram muitos os resultados publicados no Instagram a cada dezembro ou exatamente no dia 25.








 


20.11.22

Fofoletes: o foco de uma coleção

A passagem do Dia do Colecionador, 18 de novembro, merece um registro sem pretensão de ser um estudo sobre o ato de colecionar, ou sobre a pessoa que coleciona. Levo em conta a minha experiência com a coleção de Fofoletes, que comecei a valorizar em 1999, quando passei a comprar as bonequinhas para minhas filhas e acabei guardando comigo, já que elas não gostaram.
A internet está lotada de definições sobre o colecionador e o ato de colecionar. Basta escolher uma delas e se encaixar. Em geral, colecionador, ou colecionadora, é a pessoa que obtém e preserva coisas antigas, preciosas, difíceis de encontrar, os famosos vintage, ou nem tão famosos nem tão vintage. Tem que ser um hábito ativo, seletivo e cheio de paixão - e muito dinheiro, dependendo do que se coleciona.
O colecionador tem que ter um foco, um objeto de desejo, que passa a ser o ponto de partida para a coleção. Ao serem agrupados sob o ponto de vista do colecionador, os objetos colecionados em geral deixam de ser utilizados na sua forma específica. Moedas colecionadas, por exemplo, não são para comprar nada, mas são guardadas pelo valor que representam, e não pelo valor real; bonecas de uma coleção não são para brincar. Assim colocados, os colecionáveis têm uma condição que altera suas representações de significado e significantes e viram tema de análises e teses da área da linguística.
O colecionismo vem sendo observado em diversas outras áreas de estudo, além da linguística, como comercial, literária, pedagógica e saúde mental. Em alguns casos, o ato de colecionar confunde-se com a prática do transtorno de acumulação (TA), que se manifesta pela dificuldade que uma pessoa tem de se desfazer de objetos "devido ao sofrimento associado com o descarte ou a uma necessidade percebida de guardar posses a despeito de seu valor real".  
Na avaliação de estudiosos, "o hábito de colecionar possui justificativas históricas, filosóficas e psicológicas e tem a ver com sentimentos de pertencimento a um grupo, competição, medos, fracasso, desejos não realizados, vontade de se isolar num mundo e ser capaz de comandá-lo".
Eu acredito que a possibilidade de exibir a coleção pelas redes sociais amplia esse "sentimento de pertencimento" identificado pelos pesquisadores. Quando inicialmente postei fotos das Fofoletes no Flickr, fiquei impressionada com a rapidez da propagação; já a experiência pelo Instagram ampliou essa impressão e revelou desde o começo um universo que eu ignorava, cheio de gente divertida e disponível à troca de ideias sobre as coleções.
As pessoas que sigo ou me seguem no Instagram colecionam brinquedos. Bonecos e bonecas, figuras de ação, Playmobil e Lego, pelúcias, diversos objetos que parece terem sido feitos para crianças, mas que já passaram a ser fabricados e vendidos para o público adulto. Recentemente a Estrela, depois de sete anos, lançou uma coleção de Fofoletes e direcionou seu material de divulgação para aquela criança que virou adulta e sente saudades das bonequinhas. Da mesma forma outras bonecas, como a Barbie e a Susi, se apresentam desde sempre como mais uma peça nas prateleiras de colecionadores. A conclusão óbvia é que a indústria e o comércio já direcionam seus serviços para uma parcela de consumidores que se dedicam a colecionar brinquedos. E estou falando só de brinquedos, mas isso deve ocorrer em outras áreas de interesse do colecionismo, mais voltadas para peças antigas e fora de produção. Aí, então, identifica-se o intenso comércio em sites e feiras estilo "mercado das pulgas", oferecendo livros, gibis, vídeos, moedas, selos, discos de vinil, canetas, chaveiros, cadeados, talheres, pregos e botões 😊
Eu, colecionadora, procuro manter o foco nas Fofoletes, às vezes escapulindo para algumas outras bonequinhas. Hoje são quase 450 Fofoletes das marcas Trol, Estrela e Stork Babies, em mais de 40 séries dentro das coleções. Não tenho dívidas financeiras por causa delas; não tenho peças espalhadas pela casa e sei que meu acervo depende somente de possíveis lançamentos de Fofoletes pela Estrela, o que é raro ultimamente, ou de uma ou outra raridade da Trol que possa surgir na web.
 


29.10.22

Fofoletes festejam o Dia do Saci no Halloween

Fofolete no Dia das Bruxas, ou Halloween, também festeja o Dia do Saci, personagem do folclore brasileiro e representante do negro livre, simbolizado por seu gorrinho vermelho. De toda forma, o 31 de outubro é o dia da celebração da magia, e entre as bonequinhas há algumas que são próprias para a data.
Além do Saci, da coleção Fofo Sitio do Picapau Amarelo, as bonecas da série Dark Fashion já nasceram para assombrar e tornar o dia muito alegre. Referentes a personagens do "mundo das bruxas" - lobisomem, loba, Frankstein e vampiras - Francesc Frankestein, Natasha Loba, Pierre Lobo, Vicky Vampira, Scarlet Vampira e Nix Deusa da Noite são ideais para uma festa de Dia das Bruxas. Basta juntar uns enfeites próprios da data, como abóboras e fantasminhas, para introduzir as Fofoletes no universo Halloween.
O Dia do Saci está proposto em um projeto de lei que ainda não foi aprovado, mas a data já passou a ser considerada como o momento da celebração do personagem brasileiro, em contraposição aos festejos do Halloween, que originalmente integram o calendário dos Estados Unidos e países europeus. A ideia da proposta é valorizar a cultura e os elementos folclóricos do Brasil, por meio de uma data que celebre a história e o simbolismo do Saci-Pererê.





26.10.22

Fofoletes palhaços, muita cor e alegria!

E o palhaço o que é????? É Fofolete transformada em Pipoca e Pipoquinha!!! É Minuche vestida de Pirulito!!!! É isso mesmo. Após lançar Fofoletes em 1978, a Trol passou a diversificar sua produção a partir dos formatos básicos das bonequinhas, à medida que ia adquirindo a licença para produzir outras bonecas das séries de beandolls criadas na Itália e na Grécia. Foi assim que as Pop Corn italianas surgiram no Brasil como Pipoquinha e as Pop Clown, como Pipoca, pequeno palhaço de fraque e cartola.
Além do formato original, de 8cm, foram lançadas as Fofoletes de tamanho grande (16cm), seguindo igualmente as produções italiana e grega. As Paciocchino de lá viraram as Minuches por aqui. Na Itália e na Grécia essas big fofoletes deram origem ao Paciocchino Clown; no Brasil, originaram o palhaço Pirulito. Eles são muito coloridos, como todo palhaço deve ser, em qualquer parte do mundo, mas no Brasil seguem um padrão de vestimenta e se limitam a quatro modelos, com roupas nas cores verde, vermelho, amarelo e azul, todas com bolinhas coloridas.
Os palhacinhos Pipoquinha seguem o mesmo padrão de tecido dos Pirulitos, nas cores vermelho, amarelo, azul e roxo, com bolinhas coloridas; os Pipocas, de cartola preta, usam pijaminhas amarelos, vermelhos ou azuis, com um coletinho branco de bolas vermelhas. Os Pipoquinhas têm gola de palhaço de tecido; os Pipocas, gravata borboleta de vinil.
Coloridos e com maquiagem e roupas tradicionais, os palhaços da Trol são a representação da alegria entre as Fofoletes. Os Pirulitos vieram dentro de carros tipo calhambeques de papelão; os pequenos vieram em caixas-supresa, com um buraco superior por onde saíam, semelhante às embalagens dos Pop Clown da Grécia e da Itália.

21.10.22

Fofoletes negras importam!!!

Há somente cinco Fofoletes negras entre as mais de 200 bonequinhas das coleções da Estrela, mais o personagem Saci da série Fofo Sítio - as da Trol são todas brancas e loiras. Fora essas #dollsofcolor, há algumas poucas que fogem do padrão de pequenos rostos brancos e há até uma Fofolete de pele azul. Na coleção lançada este ano, das Bebezinhas, há uma morena.
Bonequinhas negras apareceram em coleções lançadas na Grécia e na Itália na década de 1970, que não chegaram a ser incluídas nos lançamentos da Trol, que ganhou o direito de fabricação no Brasil. Elas tinham somente o rosto negro, sem qualquer outra característica que eliminasse o estereótipo do negro já mostrado pelo cinema. Da mesma forma por aqui, a 
produção de Fofoletes não está engajada nas políticas de igualdade, sejam raciais, de gênero ou de outro fator correspondente ao mundo real - a Mattel tem lançado muitas bonecas da turma da Barbie representativas da diversidade -, e as raras Fofoletes negras lançadas pela Estrela seguem o padrão antigo, tendo somente o rosto diferenciado, com cabelos e olhos iguais às das demais coleções.
A Estrela começou a produção de Fofoletes em 1999, lançando as duas primeiras bonequinhas negras no Brasil, com pijaminhas nas cores amarela e verde. Elas fazem parte da coleção de 12 cores iniciais (ou duas coleções de seis cores cada uma); a de roupa amarela foi relançada no ano seguinte na série Chaveirinho e, também em 2000, foram incluídas bonequinhas negras nas coleções Páscoa e Natal. Depois dessas, houve somente o Saci da série Fofo Sítio, em 2002.
Não houve mais Fofoletes negras nas coleções da Estrela. O que encontramos são variações do tom de pele que ocorrem nas Fadas (2004); nas Sorvetinho (2012); no Pierre Lobo, da Dark Fashion (2013); na boneca de cor amarela da coleção Bebezinhas (2022), todas morenas. E há ainda a Francesc Frankstein, da Dark Fashion, que tem pele azul. Além dessas, podemos incluir na #dollsofcolor a PopLete criada em 2021 com base na Fofolete negra de roupa verde, de 1999.



 





21.9.22

Uma infância sem Fofoletes

Eu não brinquei com Fofoletes na minha infância. E só me dei conta disso agora, depois de a Estrela lançar a coleção de Bebezinhas e apelar para o lado saudosista de quem teve Fofoletes ainda criança. O apelo da propaganda da nova série não foi pra mim, simplesmente porque, quando as primeiras Fofoletes foram lançadas no Brasil, pela Trol, eu já tinha 21 anos de idade.
Era 1978, eu tinha 21 anos de idade e estava ingressando na Universidade de Brasília; gostava de poesia, ouvia rock e ia a shows de MPB (porque shows de rock não aconteciam no Brasil). E, o que é ruim para uma colecionadora, não me lembro do momento em que comprei minhas primeiras Fofoletes, a verde-água e o palhacinho Pipoquinha, nem sei se comprei ou ganhei da minha mãe, que não está mais aqui para contar.
Minha irmã disse que mãe nenhuma daria bonequinha de presente pra filha adulta. Então, segundo ela, nós compramos nossas próprias Fofoletes, na Lobras, uma loja de departamentos que existiu até 1999. Ou seja, se a Trol lançou Fofoletes desde 1978 e fechou suas fábricas em 1990, a Lobras teve 12 anos para comercializar as pequeninas de olhinhos azuis e seus derivados (palhaços, Giseles e Minuches) e não chegou a vender Fofoletes da Estrela, que começaram a ser lançadas em 1999.
Das Fofoletes da Estrela eu me lembro, porque comprei para minhas filhas, desde a primeira coleção. As primeiras, de 1999, não sei se foram as 12 ou as seis, iguais à metade da coleção de 12. Prefiro achar que vieram juntas, ou primeiro seis, depois mais seis. Enfim, foi em uma loja Ri Happy do shopping Pátio Brasil, que foi inaugurado em 1997 no centro de Brasília. As bonequinhas ficavam em cima do balcão principal da loja, nas caixas-mostruário, e ali a gente pegava e se dirigia ao caixa para pagar. Escolhi as 12 caixinhas coloridas diante do olhar surpreso da vendedora, o que me fez pensar que não era costume a compra de uma coleção inteira.
A partir daí, fui comprando as outras coleções, que achava por acaso, justo por sempre ter gostado de visitar lojas de brinquedos com minhas filhas. Em Brasília, as Fofoletes eram vendidas, além da Ri Happy, pela Cia Toy, Lojas Americanas e Carrefour, quando lançadas em ovos de Páscoa. Fui comprando todas as séries e nunca mais achei as da Trol à venda, até ter que procurar na internet por Fofoletes que sumiram do meu acervo. Foi quando descobri que elas se proliferaram pelo mundo e passei a enriquecer minha coleção com cores e modelos que ainda não conhecia.
Concluo, definitivamente, que não tenho saudades da infância por causa das Fofoletes. Meu amor por elas é um amor adulto mesmo, um presente que me dei indiretamente ao tentar presentear minhas filhas com as pequeninas.

29.8.22

Mais passeios de Jericho e Etienne

Jericho e Etienne continuam buscando aventuras pela natureza, aproveitando o sol da manhã e todo espaço com muito verde e flores. Registro aqui uma parte dos passeios desta dupla da Stork Babies
O menino Etienne é da French Collection, de 2015; a menina Jericho é da Diamond Collection, de 2016, as duas últimas das quatro coleções da Stork Babies. As séries começaram a ser lançadas em 2012, criadas pela artista plástica Elizabeth Cross e suas três filhas.